Ansiedade: sintomas, causas e quando buscar ajuda profissional

psicarolcruz • 13 de fevereiro de 2026

Como reconhecer e lidar melhor com a ansiedade

Mulher jovem com tranças, olhos fechados e mãos no peito e abdômen, praticando respiração consciente para controle da ansiedade em ambiente acolhedor.

A ansiedade é uma resposta emocional natural diante de situações novas, incertas ou desafiadoras. Ela faz parte dos mecanismos de adaptação do organismo e, em níveis moderados, ajuda na mobilização e no preparo para agir.

O cuidado se torna necessário quando a ansiedade deixa de ser pontual e passa a ser frequente, intensa e difícil de regular, interferindo no sono, na concentração, nas relações e na qualidade de vida.

Compreender como a ansiedade funciona é o primeiro passo para lidar com ela de forma mais consciente.


O que é ansiedade do ponto de vista psicológico?

A ansiedade é um estado de antecipação de ameaça. Ela envolve ativação corporal e mental: aumento de alerta, aceleração do pensamento e tensão fisiológica.


Do ponto de vista clínico, inclui componentes:

  • cognitivos (preocupação e pensamentos repetitivos)
  • físicos (ativação corporal)
  • comportamentais (agitação ou evitação)


A literatura brasileira descreve a ansiedade como um sistema de alerta adaptativo que se torna problema quando permanece ativado de forma crônica (Castillo et al., 2000 – SciELO).


Quais são os sintomas mais comuns de ansiedade?

A ansiedade pode se manifestar no corpo e na mente.


Sintomas físicos

  • tensão muscular
  • taquicardia
  • respiração curta
  • sudorese
  • desconforto gastrointestinal
  • fadiga


Sintomas mentais e emocionais

  • preocupação excessiva
  • sensação de ameaça constante
  • irritabilidade
  • dificuldade de relaxar
  • pensamentos repetitivos
  • dificuldade de concentração


Estudos mostram que essa combinação de sintomas físicos e cognitivos é comum nos quadros ansiosos e frequentemente leva a procura inicial por avaliação médica (Castillo et al., 2000 – SciELO).


Quando a ansiedade deixa de ser normal?

A ansiedade merece avaliação quando:

  • é persistente
  • desproporcional à situação
  • não tem gatilho claro
  • gera evitação constante
  • interfere no sono ou trabalho
  • causa sofrimento recorrente


O critério principal não é a presença da ansiedade, mas o prejuízo funcional. Pesquisas epidemiológicas brasileiras confirmam esse impacto quando o quadro se cronifica (Andrade et al., 2012 – SciELO).


O ciclo da ansiedade e da evitação

Um fator que mantém a ansiedade é o ciclo de evitação. Evitar o que causa desconforto gera alívio imediato, mas reforça o medo a longo prazo.

O cérebro aprende que fugir reduz a tensão — e passa a repetir esse padrão. Com o tempo, a tolerância emocional diminui.

A evitação experiencial é descrita como mecanismo central de manutenção da ansiedade na literatura psicológica (Zancan et al., 2018 – SciELO).

O tratamento psicológico trabalha o aumento da tolerância e o enfrentamento gradual.


O que ajuda a reduzir a ansiedade no dia a dia?

Estratégias de regulação com base psicológica incluem:

  • manter rotinas previsíveis
  • reduzir sobrecarga de informação
  • respeitar pausas reais
  • cuidar do sono
  • manter movimento corporal
  • observar padrões de pensamento
  • nomear emoções antes de reagir


Essas medidas ajudam na regulação, mas não substituem cuidado clínico quando há sofrimento persistente.


Quando buscar ajuda psicológica?

A psicoterapia é indicada quando a ansiedade:

  • parece fora de controle
  • limita escolhas
  • mantém estado de alerta constante
  • prejudica qualidade de vida
  • gera sofrimento frequente


O processo terapêutico ajuda a identificar gatilhos, reorganizar respostas emocionais e desenvolver regulação.

Ansiedade não é fraqueza — é sinal. E sinais podem ser compreendidos e cuidados.


Se a ansiedade tem limitado sua rotina, o acompanhamento psicológico pode ajudar.  Clique aqui   para agendar uma consulta ou saber mais sobre o atendimento.


Carol Cruz Psicóloga Clínica - Atendimento psicológico para adolescentes e adultos


Referências (SciELO)

Castillo, A. R. G. L., et al. (2000). Transtornos de ansiedade. Revista Brasileira de Psiquiatria. SciELO Brasil.
Andrade, L. H. S., et al. (2012). Epidemiologia dos transtornos de ansiedade no Brasil. Revista de Psiquiatria Clínica. SciELO Brasil.
Zancan, R. K., et al. (2018). Evitação experiencial e ansiedade. Psicologia: Teoria e Pesquisa. SciELO Brasil.

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